|
Bandeira Dois (2003)
Pequena trama
policial lançada somente em formato virtual. Estréia do heterônimo
Sollano Trindad como escritor, a obra conta com prefácio de Sidney
Bretanha, revisão gramatical de Enirlette Carriconde Duquia e direção de
arte de Valder Valeirão.
Prefácio
ABRINDO AS CORTINAS!
Tentei explicar
para o meu amigo Sollano que eu não era a pessoa mais indicada para
prefaciar este livro, mas pelo que me disseram ninguém mais quis
fazê-lo. É bem verdade que falar bem do Sollano não é uma tarefa muito
fácil Por Aqui, ainda mais como escritor. O sujeito tem muita cara de
pau, isso sim. Considerando que também comungo desta virtude, vou tentar
contribuir para a obra. Sollano Trindad nunca foi escritor “nem aqui nem
na China” e esse tal Bandeira Dois, por mais tolerante que o leitor
seja, é uma prova viva disso. Contudo, seria injusto não conferir ao
autor os méritos que lhe pertencem. A sensibilidade e o bom humor estão
sempre presentes em cada página (desse livro e da vida de Sollano) e
isso não dá para negar.
Na tentativa de me preparar para produzir este
prefácio, fui buscar nos dicionários o conceito de literatura, então
cheguei à seguinte definição: “Arte de produzir obras literárias!”
Sempre considerei ARTE toda e qualquer atividade criadora que expressa
esteticamente sensações e/ou idéias, e OBRA todo resultado de um
trabalho (seja ele qual for, até mesmo as fezes são chamadas de obra
pelos bioquímicos). Vendo por este ponto de vista consegui perceber que
meu amigo Sollano trabalha bastante (escreve) e o resultado deste
trabalho é uma expressão estética de suas idéias/sentimentos.
Impressionante! Não é que o cara é um escritor mesmo! Fiquei
sinceramente emocionado com a novidade, afinal não é todo mundo que
conhece de perto um escritor de verdade e, ainda por cima, tem a
oportunidade de apresentá-lo para o público.
Sollano Trindad é uma pessoa tímida e apaixonada pelo
que faz. Um carinha bem legal. O lançamento de Bandeira Dois tem dentre
seus principais objetivos motivar escritores novatos e exercitar o
imaginário popular do público leitor. É um gesto de rara atitude de
Sollano e consegue espelhar com precisão sua personalidade autêntica e “multi-sentimental”. |

|
|
Não é à toa que os artistas muitas vezes são chamados de estrelas.
Segundo algumas opiniões equivocadas, por brilharem ou estarem acima dos
demais seres humanos. Talvez os artistas sejam relacionados às estrelas
apenas por estarem sozinhos em algum ponto do universo. Solitários, com
seus corações derramando paixões perdidas e suas almas carregando a
violenta lembrança dos tempos já vivos que nunca mais se repetirão.
Distanciados do resto mundo por infinitas barreiras geradas pela sua
maldição-sensibilidade. Os artistas são mesmo estrelas e Sollano é uma
delas (aliás, já traz o Sol até em seu nome). Bandeira Dois é um sinal
de que ele se movimentou na constelação. Agora pode ser visto por outro
ângulo e com outro brilho, consequentemente haverá de despertar
sensações diferentes em seus admiradores.
Poderia ter falado menos do Sollano e mais do livro,
mas fiquei com receio de inibir o interesse dos leitores sobre esta obra
tão interessante. Bom, para ser sincero mesmo eu ainda nem li, mas vou
tentar. Sério, juro que vou tentar! Um dia desses... Agora é a sua vez.
Embarque neste táxi e boa leitura!
Sidney Bretanha
Músico, compositor e diretor do jornal Meridional/AG.
|